Just believe.

(Carta a antiga amiga)

Eu não sei quando tudo isso começou, aliás… acabou. Não sei explicar como você se foi, se afastou. Não sei porque isso aconteceu. A culpa foi tuaA culpa foi minha… Foi o rumo da vida. Nunca pensei que diria “foi minha amiga”, dói, machuca. Somos orgulhosas demais pra tentar novamente. Mas você me faz falta, ah e como faz, mesmo eu negando, escondendo, tudo que queria era aquela conversa boba nossa. Será que você continua a mesma? Os mesmos gostos? As mesmas palhaçadas? Será que você melhorou em matemática? E o cabelo, você pintou? Cortou? E aquele carinha legal da escola, você o conquistou? Aquele livro já terminou de ler? E as músicas, continua ouvindo a mesma 100 vezes sem cansar? Continua com esse jeitinho tímida de ser? E teu sorriso, ainda é pelo mesmo motivo? A dor? Aquela antiga, e funda, será que já passou? As besteiras, continua fazendo? Perguntas simples, mas que eu daria tudo pra ter a resposta. Eu não faço mais parte da tua vida eu sei, mas dói admitir isso. 

Eu jurei nunca te esquecer. E hoje estou aqui, escrevendo um texto, me dando ao luxo de remexer na dor já inexistente. Jurei que nunca ouviria nossas músicas sem pensar em você. Ela começou a tocar no rádio e eu fui me tocar só agora que os versos cantados um dia representaram meu mundo. A caneta continua riscando o papel, mas as lágrimas pararam de cair. Não dói mais. Adivinhe? Eu superei você. Consegui manter a promessa feita a tempos de que um dia seu nome não me provocaria arrepios, sua visão não me deixaria com vontade de desmaiar. Estou pronta para sentir tudo novamente, mas por outra pessoa. Vou ser magoada de novo. Vou sofrer de novo. Mas sempre vou ficar melhor, sabe porque? Porque vai passar. E essa é a lição que pessoas como você tem para ensinar a todos. Que nem um coração partido dura para sempre, quem dirá o amor.
Assim como as estações, as pessoas mudam.

Assim como as estações, as pessoas mudam.

E a gente vai se apegando, mesmo sem querer.

E a gente vai se apegando, mesmo sem querer.

E entre tanta gente, você apareceu (…)

E entre tanta gente, você apareceu (…)